Sobre o plástico e a nossa necessidade de eternizar as coisas

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Por Aíla Christy

 O homo sapiens vulgo “ser humano” tem um sério problema com a finitude da vida. A NÃO ACEITAÇÃO do processo vida-morte-vida e da ciclicidade das coisas, nos faz sempre querermos buscar por coisas que durem muito, tipo o plástico que leva 500 anos para se decompor, pois é, todo o plástico já criado na face do planeta ainda existe e tá por aí degradando nosso sistema de vida

mas ok !

seguimos em frente como se nada tivesse acontecendo…

Porque não aceitamos que as coisas têm início, meio e fim?

A nossa infindável busca pela felicidade, passa a primeiro momento pela busca de felicidade infinita: (que em essência é o que nós somos)

Sempre buscamos pelas coisas que são duráveis, que não tem um “fim aparente” e conseqüentemente nos iludimos no mar de incertezas que é a vida, já que estamos sempre querendo controlar tudo e todos (artimanhas do ego) e afinal de contas:

O que é durável e controlável nesse mundo de ilusões?

Criamos coisas que são duráveis como o plástico, e coisas que não são duráveis para satisfazer a vontade de felicidade, e ter aquela “felicidade momentânea que se têm algo comprar algo novo”

logo enjoamos do novo

e voltamos a querer sempre mais

nunca, nada é o suficiente.

Nesse processo o planeta sofre, porque afinal de contas temos 1 planeta só, mas com todo esse desejo de consumo, implantado nas nossas cabeças, estamos precisando de MUUUITO mais do que 1 para suprir as vontades egóicas de toda a população mundial. (sem falar no gerenciamento horrível que temos,porque enquanto poucos têm muito, muitas não tem NADA)

mas ok seguimos de novo adiante…

…todas as lavagens cerebrais que vemos todo dia nas nossas mídias, faz com que não vejamos que todo esse consumo, não leva nada a ninguém!

mais uma roupa

mais um calçado

mais um eletrônico

mais um carro do ano

mais um imóvel

mais dinheiro na conta

não vai te trazer mais felicidade

Desculpa ser a pessoa que dá a má notícia, mas a verdade é que a felicidade está além disso.

Nós temos a tendência de buscarmos sempre nosso equilíbrio maior, nossa plenitude, nossa infindável busca que está no âmago do nosso ser. Nossa essência em essência que é a felicidade!

Aceitar a vida como ela é, é extremamente difícil para o ser humano.

Por isso criamos o plástico, um desejo inconsciente de prolongar a vida das coisas.

Na natureza não existe nada que dure mais tempo do que o necessário, a sucessão natural dá vida ao novo e deixa o velho ir embora.

Deixemos nós também, ir embora os velhos pensamentos e sentimentos e façamos algo melhor com a nossa existência.

Aceitar os ciclos da vida é no fundo aceitar a nós mesmos em essência.

Gostou ?

Me manda mensagem para compartilhar o que sentiu ao ler esse pequeno texto 🙂

Beijos de luz @ailachristy

Do Pantanal para o mundo: Aíla Christy é nascida e criada em Miranda/MS graduada em Geografia (UFMS) e Pedagogia (UNIGRAN) possui mestrado em Recursos Naturais também pela UFMS e mestrado em Reiki (técnica milenar de harmonização mental, emocional, espiritual e física) realiza atendimentos holísticos terapêuticos com o Reiki, bem como cursos e palestras, e atua como Professora na cidade de Campo Grande/MS, seu propósito é contribuir com  a regeneração do planeta nas suas mais variadas formas.

 

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