FALAS FEMININAS – Humanidade

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Ser humano, ser racional, ser cheio de potencialidades, habilidades! Todos nós somos cientes da capacidade humana diante das coisas, poder de transformação, maravilhas criadas pelo homem que hoje tornam nossa vida mais fácil. Então, cabe a reflexão: Onde nos perdemos? Porque a vida que deveria ser “mais fácil”, parece “mais difícil” com o passar dos anos?

Primeiramente, precisamos levar em conta algumas questões históricas, que falam um pouco do caminho traçado até aqui. O homem por si só, dotado de inteligência, utilizou-se da tecnologia para transformar elementos da natureza em produtos que melhoravam seu dia a dia, isso desde a criação da roda até invenções como eletricidade, computadores, internet ou mesmo a ida do homem à lua. Ou seja, maravilhas foram e continuam sendo realizadas.

É inegável o quanto tudo isso beneficia diretamente toda a humanidade, alguém da China pode ser visto e conversar com alguém no Ártico Polar, o Sudão em segundos se comunica com o Brasil ou com o México, ou seja, a distância não é mais um problema de comunicação, as cartas perderam sua função. Também, é inegável questionar onde podemos chegar. Mas, inegável também, é pensar em quantos podem ter esse acesso, realidades totalmente dicotômicas, muitas das vezes são ignoradas, como numa realidade paralela.

Parece discurso pronto, mas a pandemia do Covid-19, nos fez refletir e nos fez perceber que as pessoas não vivem da mesma maneira, não tem acesso da mesma maneira e não vivem da mesma maneira, ou seja, muitas das vezes apenas sobrevivem! Essas diferenças, em nosso país, é evidente sem precisarmos considerar que isso aconteça apenas nas grandes metrópoles, cidades do interior presenciam realidades onde a fome era saciada nas escolas, onde a distância entre trabalho e educação acontecia com a ida na escola. Assim, voltamos à pergunta inicial: Onde nos perdemos?

A resposta a esta questão pode ter inúmeras respostas, desde o capitalismo selvagem, às guerras de poder entre as nações, colonização, entre outras. Mas, na verdade estamos diante de questões sociais, que interferem diretamente no dia a dia dos brasileiros, diferenças que escolhem quem são os mais ou menos favorecidos. Entretanto, a grosso modo, isso demonstra o quanto nossas bases estruturais são fragilizadas e pautadas numa realidade aleatória, comandada por poucos. Esses poucos costumam ter muito e os muitos brasileiros costumam ter pouco.

Com uma classe média com perfil de classe pobre, uma classe pobre com perfil de subsistência seguimos adiante, com programas e projetos sociais segmentados que costumam “tapar o sol com a peneira” e que aliena diante das possibilidades da capacidade humana de transformação. Como mudar tudo isso? Com educação, com participação ativa na política, com os questionamentos que costumamos deixar pra depois. Assim, bora lá ser a diferença?

Elange Ribeiro Perez, graduada em Serviço Social epla Universidade Toledo de Presidente Prudente – SP desde o ao de 2002, especialista em Políticas Públicas e Gestão da Clinica nas Redes de Atenção à Saúde pelo Instituo Sírio Libanês. Efetiva na Prefeitura Municipal de Miranda, ex-gestora de Assistência Social, Saúde e Turismo e Meio Ambiente, atualmente exerce seu terceiro mandato como vereadora na Câmara Municipal de Miranda – MS.

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