Alimentos apreendidos em operação foram descartados por serem impróprios para consumo humano

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Os alimentos apreendidos na Operação Minotauro, da Polícia Civil de Miranda, deflagrada na sexta, 12, foram descartados por serem considerados impróprios para consumo humano pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), que acompanhou a operação. Portanto, as autoridades não consideraram  qualquer possibilidade de doação dos alimentos apreendidos, “sob pena de colocar em risco a saúde das pessoas”, diz a Polícia Civil de Miranda, em nota publicada nas redes sociais.

“Em alguns locais fiscalizados foram encontradas fezes de ratos em meio a mantimentos e ate mesmo o próprio rato foi encontrado em estabelecimento”, afirma a polícia.

Segundo as autoridades da Operação Minotauro, diante da situação, o descarte dos alimentos apreendidos não pode ser feito por incineração nem por meio de aterros sanitários, “por questões ambientais e sanitárias”. Portanto, os alimentos foram encaminhados pela Iagro para descarte em processadora.

A nota da Polícia Civil adverte para os problemas acarretados pela comercialização de carne clandestina. “Além de estimular furtos de gado nas fazendas de nosso município, prejudicam outros comerciantes que pagam o valor correto pelo produto, bem como pela documentação regulamentar (concorrência desleal e covarde) e, por fim, coloca em risco a saúde dos consumidores mirandenses”.

Operação Minotauro

A denominada Operação Minotauro começou com as investigações de uma série de furtos de gado em fazendas da região e resultou na apreensão de mais de uma tonelada de carne imprópria para o consumo. Até uma fábrica ilegal para produção de linguiça e produtos com coliformes fecais de ratos foram descobertas durante as ações.

Segundo a Delegacia de Polícia Civil de Miranda, de dezembro de 2020 até janeiro deste ano foram registrados dez boletins de ocorrência de crime de abigeato, todos da mesma maneira. Os animais eram abatidos ainda no pasto e sua carne, principalmente as “partes nobres” furtada pelos autores do crime. Para fugir, os suspeitos usavam estradas vicinais e trilhas em florestas, por isso não eram vistos.

Além disso, os crimes aconteciam durante a noite, em meio às pastagens, o que dificulta a identificação dos envolvidos no crime. Apesar disto, o SIG (Setor de Investigações Gerais) da delegacia recebeu informações de que a carne furtada nas propriedades rurais era revendida em pequenas mercearias e açougues de Miranda.

Diante das denúncias, as equipes da Delegacia de Polícia Civil de Miranda deflagraram a “Operação Minotauro”. Nesta manhã, foram fiscalizados dez estabelecimentos comerciais da cidade. Durante as buscas, os policiais encontraram mais de uma tonelada de carne impróprias para o consumo.

Os policiais ainda descobriram uma fábrica clandestina de linguiça, que vendia o produto impróprio para o para as pequenas mercearias da cidade. Em um dos estabelecimentos apreenderam até de linguiça contendo coliformes fecais de roedores.

Também foram apreendidos mais de 200 litros de leite in natura, além de outros alimentos em condições improprias, como queijos.

 

Os alimentos apreendidos são impróprios para consumo e foram encaminhados à Iagro, para descarte em processadora. Foto: Divulgação Polícia Civil de Miranda

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