Miranda terá Sala Lilás para atendimento a mulheres e crianças vítimas de violência sexual

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Miranda será mais um município de MS a receber a Sala Lilás, que visa oferecer atendimento diferenciado e qualificado às mulheres em situação de violência, incluindo atendimento também para crianças (de ambos os sexos) e meninas adolescentes, que tenham tido seus direitos violados, facilitando o acesso à justiça e incentivando as denúncias, através de um espaço exclusivo para o atendimento.
O prefeito de Miranda, Fábio Florença, se reuniu com delegado titular da Delegacia de Polícia Civil de Miranda, Pedro Henrique e a delegada Christiane Grossi Angélica Fontanari, da Assessoria de Planejamento da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (12) para iniciar as tratativas para a instalação da Sala Lilás, que tem previsão de funcionar a partir do segundo semestre deste ano.

A primeira “Sala Lilás” do Estado foi inaugurada no IMOL de Campo Grande, em novembro de 2017, inspirada no modelo existente no Rio Grande do Sul, cujo conceito foi replicado após a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Luciana Azambuja, ter conhecido o equipamento, em Porto Alegre. “No ano de 2016, durante as tratativas do grupo de trabalho que estudava as diretrizes nacionais para investigar, processar e julgar os crimes de feminicídios, conhecemos a perita Andrea Brochier, que havia participado da implantação das Salas Lilás no RS. Entramos em contato e fomos até Porto Alegre, conhecer in loco a proposta e posteriormente, a Dra Andrea esteve em Campo Grande, quando ajustamos o projeto com a valiosa contribuição do perito Dr Eduardo Carvalho, da Dra Glória Suzuki, Coordenadora-Geral de Perícias e dos profissionais que fazem o atendimento no IMOL. Assim nasceu a primeira “Sala Lilás” de Mato Grosso do Sul, que contou com recursos próprios do governo estadual e emenda parlamentar do deputado Rinaldo Modesto”, explica a subsecretária Luciana.

No ano seguinte, em 2018, esse modelo de humanização no atendimento e de maior privacidade à vítima, foi estendido para outro órgão da Segurança Pública Estadual e a proposta foi apresentada para a Delegacia-Geral de Polícia Civil, para que fosse implantada em municípios do interior que registram maiores índices de violência doméstica e familiar contra a mulher, que dispusessem de espaço físico adequado e que possuíssem policiais do sexo feminino.

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