Chuvas de janeiro já impactam na recomposição dos leitos dos rios e na agricultura

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Dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima mostram que o acumulado de chuva em Mato Grosso do Sul em janeiro deste ano, foi de 3.738 milímetros, superando o acumulado registrado no ano passado que foi de 2153,3 mm.

O volume de chuva registrado no mês de janeiro já impacta positivamente em setores importantes da agricultura e meio ambiente, avalia o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.

“Temos a questão ambiental, da recomposição dos leitos dos nossos rios e essa retomada do equilíbrio proporcional ao ano passado. Essa regularização hídrica também é extremamente positiva para a produtividade. Com o aumento da área praticamente consolidado, mantemos a expectativa de colher mais de 11,5 milhões de toneladas de soja nessa safra, o que é um volume expressivo e novo recorde de produção do Estado”.

Utilizado para o escoamento da produção de minério e grãos e também para o turismo de pesca, o Rio Paraguai enfrentou um período de seca extrema nos últimos meses.

Dados da Sala de Situação do Instituto de Meio Ambiente do Estado (Imasul) mostram tendência de regularização. No dia 20 de janeiro, o nível do Rio Paraguai em Porto Murtinho, era de 181 cm, considerado nível de estiagem.

Com as chuvas ocorridas ao longo do mês, houve o inicio da regularização e a medição desta quinta-feira (4) marcava 300 cm no mesmo ponto. No ano passado o menor nível foi registrado em outubro com 93 cm, enquanto a máxima foi de 331 cm.

Ainda assim, ultimo boletim semanal de Monitoramento da bacia do Rio Paraguai, emitido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), indica redução do ritmo de recuperação do nível dos rios da calha principal do rio, devido a diminuição das chuvas na bacia observados na ultima semana.

Prognóstico do Cemtec para fevereiro indica atuação de La Niña no Estado. O esperado de chuva para todo mês varia entre 200 a 230 milímetros com os maiores acumulados se concentrando na região do bolsão. Historicamente esse acumulado varia entre 150 a 200 milímetros e se concentra nos setores norte e nordeste.

Fonte: Portal do MS

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