Com início da temporada de pesca, turistas começam a chegar ao Águas do Miranda

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Expectativa é de uma temporada movimentada no Distrito, conhecido nacionalmente pela pesca

A partir desta segunda-feira, 1º de março, a pesca esportiva para captura está liberada nas bacias dos rios Paraguai e Paraná e seus afluentes, entre eles os rios Taquari, Aquidauana e Miranda. No Distrito de Bonito, Águas do Miranda, a expectativa para uma temporada mais movimentada em relação ao ano anterior é grande e já começa a se concretizar no primeiro dia.

“Desde ontem nós já temos turistas no Distrito, os comércios já estão atendendo, as vendas começaram a melhorar. Eu acredito que esse ano vai ser bem melhor do que o ano passado. Mesmo com o Covid e a crise, esse ano já temos bastante reserva”, explica Janaina Quintão, moradora do distrito e responsável pela página Águas do Miranda – KM 21, com mais de 5 mil seguidores.

A pesca segue respeitando-se a cota fixada pelo Governo do Estado em 2019. Nos rios pantaneiros, o pescador amador poderá levar um exemplar de qualquer tamanho, dentro das especificações mínimas e máximas definidos por lei, e mais cinco piranhas.

“A maioria dos pescadores, os amadores, agora já são a favor do cota zero, só o pesque e solte. A maioria dos piloteiros já estão trabalhando, o rio baixou bastante, já está dentro da caixa, mas ainda está um pouco sujo, por isso está pegando mais peixe de couro. O tempo está bom, as ruas estão limpas, o Estado mandou patrolar a MS-345, então está ótimo para o começo da pesca”, acrescenta Janaina.

A pesca amadora ou recreativa é praticada como uma atividade de lazer e em Mato Grosso do Sul. Esse esporte, que cada vez mais agrega participantes, está aliada ao turismo de natureza e aventura ou contemplação. Por isso, a maioria dos seus praticantes aderiram ao pesque-solte, que em Corumbá, principal destino, já representa mais de 80% dos visitantes.

O Estado é um dos principais polos de pesca. No Pantanal, o Rio Paraguai e seus principais afluentes (Taquari, Aquidauana e Miranda) propiciam temporadas inesquecíveis. Após proibição de captura, o dourado predomina na região de Corumbá, onde foi decretada moratória há 12 anos, medida preservacionista transformada em lei estadual em 2019 por cinco anos.

Sem aglomeração

Com Rio em nível normal, barcos já estão prontos para receber os visitantes (Foto: Janaina Quintão)

Em Coxim, Aquidauana, Miranda, Bonito, Rio Verde, Ladário, Jardim e Porto Murtinho – predominam os pequenos grupos, que saem em lanchas ou botes de no máximo três pessoas. Com a ocorrência da pandemia do coronavírus, a pescaria familiar ou entre poucas pessoas tem sustentado a atividade nestes pontos turísticos.

“Nossa pescaria não tem aglomeração, são pequenos grupos, diferentemente de regiões onde operam grandes barcos-hotéis”, diz o empresário Marco Aurélio Nunes, de Porto Murtinho, dono de uma pousada (do pescador) com 63 leitos. Na cidade, a pesca se pratica em frente ao porto (com ceva para o pacu), na Pedreira (20m de barco) e no Rio Apa (distante 60 km).

Em Coxim, os empresários do setor esperam o retorno do pescador neste início de temporada, cujas reservas estão animando os donos de hotéis, pousadas e pesqueiros. O mesmo ocorre em Rio Verde, Miranda e Bonito, onde o Governo do Estado implantará o acesso pavimentado ao distrito de Águas de Miranda, pela estrada do “21” (MS/345), fomentando o turismo local.

Carteirinha Digital

Os pescadores amadores de Mato Grosso do Sul agora podem fazer a consulta online da Autorização Ambiental para Pesca Amadora ou Desportiva através do aplicativo MS Digital.
A Autorização Ambiental para Pesca Amadora ou Desportiva no formato digital foi instituída no dia 29 de janeiro, por meio da Portaria n° 861. O documento continua sendo de caráter pessoal e intransferível e deve ser apresentado junto com documento de identificação. A carteirinha virá com QRcode que facilitará a fiscalização.

A autorização permite, juntamente com o selo turismo, a captura e o transporte do pescado, desde que sejam obedecidos os tamanhos mínimos de captura, a cota e o período de pesca.
Na avaliação do diretor-presidente do Instituto de Meio Ambiente (Imasul), André Borges, a digitalização do documento é um avanço. “É mais uma inovação em tecnologia que o Estado oferece para a população. Temos diversos serviços disponíveis que podem ser acessados por meio do site do Imasul, e muitos outros, no aplicativo do Governo do Estado, o MS Digital”.

Para colaborar com a conservação dos recursos pesqueiros, todo pescador deve: obedecer aos tamanhos mínimos e máximos para captura das espécies e a cota permitida; respeitar o período da Piracema e locais não permitidos; e passar pelos postos da Polícia Militar Ambiental (PMA) para vistoriar e lacrar o pescado.
A pesca amadora ou esportiva é a atividade de pesca praticada por brasileiro ou estrangeiro, com equipamentos ou petrechos previstos em legislação específica, e tem como finalidade o lazer ou esporte.

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