Com 33 anos de atuação, Pestalozzi de Bonito passa por reestruturação visando convívio familiar

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A instituição completou 33 anos no dia 14 de abril

Atendimento que ultrapassa muros, alcança o conviveu familiar e transforma por completo a vida de cada aluno, é o objetivo do novo projeto da Associação Pestalozzi de Bonito. A ideia, é especificar as áreas de atuação da instituição, para alcançar o convívio familiar, oportunizando assim, a transformação integral da vida de cada aluno. Para isso, a unidade passa por uma reestruturação, que teve início na presidência da instituição, agora sob responsabilidade de Alyson Melo, e se estende para todos os setores.

“Um dos nossos maiores desafios, quanto aos objetivos da instituição, é a área da Assistência Social. Porque grande parte dos lares aqui, são famílias vulneráveis socioeconomicamente, e que precisam de ajuda em várias áreas da vida. É necessário compreender o indivíduo tutor da pessoa com deficiência de forma integral. Sobre como ele se enxerga sendo pai ou mãe de um aluno com deficiência. Como ele se sente quanto a isso, qual o sentimento que carrega, e qual a perspectiva que possui. Atualmente o aluno é bem assistido pela instituição, mas e como a família lida com ele? Aqui ele está bem, mas e lá na casa?”, explica Alyson.

Segundo o presidente, o Movimento Pestalozziano em Bonito é fundamentado em três pilares: Assistência Social, Educação e Saúde, porém são poucas as unidades nacionais que conseguem desenvolver os três de forma equilibrada, por isso a Pestalozzi de Bonito está entre as 3 melhores do Brasil.

“São 232 unidades no país e a maioria atuam apenas na assistência dos direitos da pessoa com deficiência e/ou em programas educacionais.  Raras são as que conseguem chegar a ter um atendimento especializado de saúde, e um projeto pedagógico de educação especial reconhecido pelo MEC como a de Bonito conseguiu. Contudo os objetivos essenciais da instituição acabaram saindo um pouco do rumo. Tinha-se a ideia de fazer da área da saúde um CER (Centro Especializado de Reabilitação) e quando a gente foi para dentro do projeto em si, nós começamos a olhar as deficiências atendidas atualmente e percebemos que precisamos focar mais nas deficiências que o movimento Pestalozziano se propoõe a atender”.

Alyson explica ainda que na instituição atualmente existem 90 alunos matriculados e 16 estão em processo de busca, pois devido a pandemia, alguns se recusam a participar das atividades, ainda que estejam sendo feitas remotamente. “O setor da saúde está focando mais nas deficiências como Autismo, Síndrome de Dawn, PC (Paralisia Cerebral) e desenvolvimento intelectual e são esses os atendimentos, que a gente tem que fazer, porque estávamos atendendo alguns casos mais ‘leves’ e isso acaba interferindo na assistência das famílias dos nossos alunos” afirma.

Para que o atendimento chegue até os familiares dos alunos, os três segmentos precisam funcionar individualmente quanto as suas funções, mas interdependentes quanto a otimização do trabalho, explica o presidente, detalhando que se assemelham a setores de uma empresa. “O professor precisa conhecer seus alunos, suas limitações, a forma como cada um recebe as informações, para que essa criança, ou adolescente e até adulto, seja aprovado e continue se desenvolvendo. Da mesma forma a saúde tem que conhecer cada caso de forma específica baseando-se em laudos técnicos para dar suporte quando a assistência social for desenvolver o seu trabalho junto aos lares, com as famílias. Por isso é necessário que cada um tenha domínio da sua área, que cada coordenador consiga desenvolver o seu setor”.

Ele acrescenta ainda, que para motivar os colaboradores, a instituição adotou o sistema de meritocracia, onde os profissionais são avaliados e bonificados conforme seus resultados. “Eu entendo que trabalhamos com uma causa social, e acredito que todos devem ser bem remunerados, mas desde que desenvolvam os seus papeis com êxito. É justamente por ser uma causa social, que envolve vidas, que devemos dar o nosso melhor”.

Alyson Melo também assumiu como presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Bonito (CMAS), que reuni pessoas de instituições não governamentais como Asilo, Pestalozzi, Visão de Vida, Família Legal, Instituto Mirim, e também prestadores de serviço e os órgãos públicos referentes a Assistência Social.

O objetivo do conselho é entender melhor como está a assistência no município, por meio da troca de informações, network e também fiscalizar, organizar e entender as demandas do setor. “Para todos nós isso é muito importante porque cria um diálogo, universaliza a assistência dentro da cidade e evita essa ‘rotatividade na assistência’, que é quando uma família é atendida por várias instituições e se acomoda com isso, o que as vezes não tira a pessoa da dependência e até prejudica os demais, porque não deixa o serviço chegar a mais pessoas. Dialogar entre nós que atuamos no social, é imprescindível para que um bom trabalho seja feito”.

Frota da instituição foi identificada para evitar uso indevido. Na foto, Alyson e membros da nova diretoria.

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